O que fiz com meu dinheiro | Ivan Sant'anna

Com seu estilo de narrativa singular, Ivan nos descortina imagens, passagens, aflições e acertos emocionantes de sua vida que, certamente, serão de grande valia e inspiração para você! Boa Leitura

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Parte 1


Se alguém quisesse traçar meu perfil de investidor, trader, especulador etc, e não se ativesse a determinada fase de minha vida, poderia me classificar como LOUCO DE PEDRA!

Eu não seria tão peremptório.

“Coerente com a idade em cada momento”, seria outra definição. “Múltipla personalidade”, melhor ainda.

Comecemos pelo início, quando tinha 18 anos e morava com meus pais em Belo Horizonte.

Antes de mais nada, entrei no mercado por puro acaso. Queria mesmo ser piloto de linhas aéreas. Só que, para isso, teria antes de tirar o brevê de piloto privado, onde se aprende o bê-á-bá da aviação.

Como meu pai tinha condições de pagar meu curso no aeroclube, fiquei frustrado quando ele decretou:

“Piloto? Só se for através da Academia da Força Aérea ou cursando a escola da Varig, em Porto Alegre. Nesses teco-tecos do aeroclube, nem pensar.”

Resolvi então procurar emprego para pagar minhas horas de voo.

Por pura coincidência, fui parar numa corretora de valores, cuja especialidade era câmbio.

Dizer que me dei bem é falsa modéstia. Arrebentei com a boca do balão. Em menos de seis meses ganhava cinco vezes mais do que meu pai, que era diretor da Usiminas. Melhor: tinha cama, comida e roupa lavada de graça. Até dentista, o velho pagava.

Quando, ao final do tratamento, perguntava quanto devia, o boticário vinha sempre com a mesma resposta:

“Isso eu acerto com seu pai.”

O que eu fazia com o dinheiro que sobrava no final do mês? Torrava!

Comprei um monomotor Cessna 180, tinha sempre no mínimo três carros, sendo um deles de corrida (Berlineta Interlagos) e viajava para ver os jogos do Fluminense no Rio, São Paulo, Curitiba... Enfim, onde o tricolor jogava, eu estava lá. Esquiava em Bariloche, assisti a Copa do Mundo do Chile em 1962 e outros babados.

Como já ganhava mais do que um comandante de Constellation, que era fim de carreira de um piloto comercial, a aviação passou a ser apenas hobby.

Isso durou tempo. Até que, em 1966, aproveitando que o governo americano estava oferecendo bolsas de estudos para cursar Mercado de Capitais (Portfolio Management) na New York University, fiz o exame classificatório e passei.

Vendi os carros e o avião e, após me casar pela primeira vez, fui morar com a cara-metade em 54 Orange Street, apt 2B, Brooklyn Heights, New York City.

Na volta ao Brasil, vim para o Rio de Janeiro. Fundei a Fator Corretora (atual Banco Fator) e fui ser operador de pregão. Pela segunda vez na vida, caí de paraquedas no lugar certo. No bull market 1968/1971, o recinto de negociações da Bolsa de Valores do Rio era o centro nervoso do mercado financeiro brasileiro.

Ali no pregão, só bobo não ganhava dinheiro. Eu, por exemplo, beliscava uns três mil dólares por dia em valores de hoje. Tomei então uma das decisões mais sensatas (não foram tantas assim) de minha vida: comprei uma cobertura duplex de 500 m2 em Ipanema, com piscina e vista para o mar.

O resto foi gasto em viagens. Bastava um feriadão e lá íamos para Paris, Londres, Nova York, Berlim, etc. Isso sem deixar de acompanhar o Fluminense, mesmo em jogos internacionais. Me lembro de um 3 a 3 em Sarajevo, na antiga Iugoslávia, onde o pau comeu e os 22 jogadores foram expulsos.

Ah, antes que me esqueça: jogava também autobol, futebol de automóveis, o que me obrigava a comprar no mínimo um carro (geralmente um táxi velho) por semana.

De vez em quando, para comemorar uma porrada na Bolsa, convidava uns quinze casais de amigos para jantar no Le Saint Honoré, no 37º andar do hotel Meridien, tudo por minha conta.

Poupança mesmo, dinheiro aplicado rendendo juros, ou carteira fixa de ações, nada.

No dia 11 de maio de 1977, já com 36 anos de idade, aprendi minha primeira lição.

Como tinha vendido CDBs do Banco Independência para meus clientes, boa parte deles jogadores e técnicos de futebol (gente do hall of fame, bem entendido), e a instituição sofreu intervenção do Banco Central, decidi pagar do meu bolso (Sérgio Ribeiro, diretor do Banco Central, disse que eu não era obrigado a fazer isso) o prejuízo de todo mundo.

Com exceção de minha casa (eu me mudara para um condomínio no Alto da Boa Vista) fiquei quase sem nada. Meu dinheiro dava no máximo para viver dois ou três meses.

Minha mulher trabalhava, mas tínhamos dois filhos para sustentar. Um com dez anos e o outro com sete. Os colégios eram caros. Fiz então o que todo mundo faz. Saí à cata de trabalho.

Não foi difícil. Em menos de uma semana, era operador de open market na Tecnicorp DTVM, empresa cujo presidente era o engenheiro Marcos Viana (1934/2012), que presidira o BNDE (atual BNDES).

Meu salário era bem razoável. Mas o que valia mesmo era o “bicho” (gratificação semestral), baseado no lucro da mesa de operações.

Claro que, tendo passado por diversos apertos, o primeiro bicho gordo que entrou, em 1980, foi aplicado num fundo de renda fixa ou em ações de uma empresa de respeito.

Conversa fiada. Mentira minha. Não poupei um centavo.

Eu havia me desquitado, casado novamente e quis promover um convívio entre os garotos (agora com 13 e 10 anos) e minha nova mulher (com quem estou há 42 anos).

Além de viagens para assistir corridas de Fórmula 1 e uma ida a Disneyworld, reservei dois camarotes no Eugenio C, transatlântico no qual fizemos uma viagem de 40 dias pelo Caribe.

Barbados, Virgin Islands, San Juan, Miami, Cape Kennedy, Bahamas, Jamaica, Curaçao. Se o lugar não tinha cassino, gastávamos uma graninha em compras. Caso houvesse, eu deixava dez vezes mais nas mesas de roleta, bacará e black Jack.

Em 1982, após ter acumulado um pecúlio razoável, agora já pensando no futuro, saí da Tecnicorp para trabalhar em outro lugar que pagava mais. Tirei folga de uma semana. Nesse intervalo fiquei sem plano de saúde.

Foi justamente na véspera da final da Copa do Mundo de 1982, quando a Itália derrotou a Alemanha por 3 a 2, que meu filho do meio, que morava com a mãe em Belo Horizonte, sentiu uma fortíssima dor de cabeça. Que nenhum analgésico pôde aliviar.

Peguei meu carro e dirigi a noite toda para ver o que estava acontecendo. Minha mulher ficou no Rio com nossa filha recém-nascida.

Os dez meses que se seguiram foram de pura angústia e sofrimento. Felizmente, agora eu tinha um bom dinheiro investido. Pela parte de custeio de alguma doença, podia relaxar.

Pelo menos isso era o que eu pensava.

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Parte 2


No primeiro episódio desta crônica em capítulos, terminei contando que meu filho do meio, então com 12 anos de idade, ficara doente, justamente num momento no qual eu estava sem plano de saúde, pois me encontrava em transição entre dois empregos.

Para que o caro amigo leitor não se aflija, vou logo adiantando que, embora ele tivesse um tumor no cérebro, a doença era benigna e que, após um ano “morre não morre”, se curou totalmente. Hoje tem 50 anos de idade e é professor de Matemática em Belo Horizonte.

Mas voltemos àquela época e ao garoto. Seu líquido cefalorraquidiano parara de fluir do cérebro para a espinha, provocando forte pressão intracraniana.

Operado de urgência no Rio de Janeiro, o neurocirurgião colocou uma válvula interligando, pelo interior de uma veia, através de um tubo sanfonado (que acompanharia seu crescimento até a idade adulta), o cérebro ao coração.

Isso salvou-lhe temporariamente a vida. Mas, ao longo dos sete meses seguintes, o tumor, que não fora extirpado, continuou crescendo.

Em fevereiro de 1983, quando nós já tínhamos perdido as esperanças de vê-lo sobreviver, o neurocirurgião Paulo Niemeyer indicou um médico do Hospital For Sick Children, em Toronto, no Canadá, Doctor Harold J. Hoffmann, o único especialista no mundo com experiência em extração de um cisto aracnoide supraselar. Era este o nome da patologia.

Em dois dias meu filho, minha ex-mulher e eu embarcamos para Toronto.

Vou reproduzir rapidamente a primeira conversa que tive com o Dr. Hoffmann, que imediatamente marcou uma cirurgia para três dias depois.

“Quais são as chances dele, doutor?”

“100%. Já operei 14 casos iguais a esse, sempre com total sucesso.”

“Ele terá sequelas?”

“Nenhuma. Sua saúde será totalmente normal.”

Dito e feito. Após a cirurgia, que durou umas oito horas, meu filho ficou curado. Passou uma noite no CTI.

Na manhã seguinte, quando fomos visitá-lo (não são permitidos acompanhantes no Sick Children), já o encontramos na enfermaria (lá não há quartos particulares) tomando o breakfast.

Após um mês de convalescência, desembarcamos no Brasil. A ex e o garoto foram para Belo Horizonte. Pude então rever minha caçula, então com 10 meses de idade.

Entre o momento, quase um ano antes, no qual meu filho ficara doente, e minha viagem ao Canadá, eu não só gastara todo meu dinheiro como não acompanhara o andamento do mercado.

Agora estava sem um tostão, sem emprego e totalmente desatualizado com as mudanças na profissão, extremamente dinâmica.

Resolvi então operar no mercado internacional.

Comecei a estudar os futuros de Nova York, commodities, moedas, títulos de renda fixa etc.

Desenvolvi fórmulas que já tinham sido inventadas, e eram praticadas normalmente, sem que eu soubesse. Estudos de médias móveis, por exemplo.

Consegui emprego numa fundidora de ouro, pensando em operar o metal na Comex em Nova York.

O primeiro pedido que meu novo patrão me fez foi o de descer até a rua e comprar para ele um chocolate na Kopenhagen.

Como ganhava comissão sobre a venda de barras de ouro, em três meses me vi em condições de juntar um dinheiro razoável. Pude então, com mais cinco profissionais, todos de meu círculo de relações, fundar uma distribuidora de valores.

Existe um ditado no futebol que diz que “tem coisas que só acontecem ao Botafogo”. Eu acrescentaria: “e comigo também”.

No primeiro dia de funcionamento da nova DTVM, um dos sócios (já falecido) fez uma posição em Letras do Tesouro Nacional tão alavancada que uma queda inesperada do mercado fez desaparecer nosso capital e reservas.

Resultado: passamos a operar apenas como brokers, portanto sem carregar posição própria.

Eu optei por fazer negócios só nos mercados internacionais. Seria corretor de clientes especulativos, gente rica, muito rica, que não se importasse em perder dinheiro.

Além do sustento da casa, que dividia com minha mulher, eu aplicava tudo que sobrava de meus rebates em operações de alto risco: futuros (long e short), calls, puts. Só não fazia investimentos “papai e mamãe”.

Entre o primeiro trimestre de 1984 e setembro de 1987, dei grandes porradas e levei outras tantas.

Cheguei a comprar dois apartamentos de cobertura na Barra na parte da manhã, e perdê-los à tarde, felizmente antes de preencher e assinar o cheque da compra.

Quando se iniciou o segundo semestre de 1987, eu estava plenamente convicto de que a Bolsa de Valores de Nova York iria sofrer um crash.

Comprei então para mim, e para a maioria dos meus clientes, puts (opções de venda) de S&P500, deep out of the money (completamente fora do dinheiro, ou seja, de exercício altamente improvável) com vencimento em setembro.

As opções expiraram e, como a Bolsa não caíra, elas viraram pó.

Como rolar a posição ficava muito caro, por causa do time value (valor do tempo), resolvi esperar um pouco para comprar puts para dezembro.

Foi então que aconteceu o crash de 19 de outubro de 1987, quando as ações da Bolsa de Nova York perderam, na abertura, um quarto de seu valor, uma queda maior do que a de 1929.

Se eu tivesse feito a rolagem das posições vendidas, como alguns clientes queriam, teríamos ganho uma cifra tão gigantesca, algo como 300 dólares para cada dólar investido, e jamais precisaria trabalhar na vida.

Nessa ocasião, pensei seriamente em abandonar a profissão. Mas acabei decidindo me dar mais uma chance.

Foi então que peguei na veia o bull market de soja de 1987.

Mas vou deixar para contar isso no próximo sábado.

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EPÍLOGO


Terminei a 2ª parte desta série de crônicas a respeito das aplicações e, principalmente, especulações que fiz ao longo de minha vida, falando sobre o desalento por ter perdido a oportunidade de ganhar uma fortuna vendido a descoberto no S&P500 no crash de 19 de outubro de 1987.

Por pouco, muito pouco, não mudei de profissão. Pensei em ser corretor de imóveis ou de seguros. Mas o tempo foi passando e continuei operando no mercado.

Ainda bem!

Em meados de 1988, fui convidado pelo presidente da Cia. Vale do Rio Doce (atual Vale), Wilson Nélio Brumer, para viajar para Londres e tentar obter um gold loan para a empresa. Essa operação consiste em um empréstimo bancário a uma mineradora de ouro a ser pago com o produto da extração futura do metal. Apesar dos banqueiros que visitei na capital inglesa terem sido super atenciosos, todos recusaram a operação.

“Não podemos correr o risco Brasil”, foi o que disse a maioria.

Como tinha comprado uma passagem triangular, Rio/Londres/Chicago/Rio, cruzei o Atlântico Norte para visitar o escritório da Shearson Lehman Brothers, corretora da qual era foreign broker. Na Shearson, conversei com o meteorologista exclusivo deles, Jon Davis. Ele me disse que o fenômeno La Niña (esfriamento das águas do Oceano Pacífico), que estava ocorrendo naquele ano, deveria provocar uma seca no Meio-Oeste americano e reduzir sensivelmente a safra de grãos.

De volta ao Brasil, comprei grande quantidade de contratos de soja com vencimento em novembro na CboT (Chicago Board of Trade) para dois clientes meus. Para mim, adquiri poucos, pois estava sem caixa.

Incrivelmente, a grande perna do bull run de soja começou exatamente no dia de minha compra. Tanto foi assim que os depósitos de margem (US$90.000,00 para cada um) não foram necessários, já que a soja novembro fechou no limite de alta e o ajuste positivo foi maior do que US$ 90.000,00. Quando liquidei a operação, um mês e pouco mais tarde, cada qual ganhou um milhão de dólares (US$ 2.240.000,00 em valores de hoje). Sem ter posto um centavo.

Embora não fossem obrigados a fazer isso, os clientes me deram no total US$ 200.000,00 de gratificação, fora o que ganhei em minha própria posição.

Fiz então uma viagem de carro ao Nordeste. Durou 40 dias, nos quais refleti muito sobre a vida (nessa época, eu já tinha 30 anos de mercado) e repensei meus projetos para o futuro.

Finalmente, de volta às trading desks, optei por alavancar minhas posições ao máximo, sempre correndo altos riscos.

Dei e levei diversas porradas.

Certo domingo, em dezembro de 1993, comecei a rabiscar uma história num caderno escolar de minha filha. Foi aí que surgiu o embrião de Julius Clarence, protagonista de meu primeiro livro, Os mercadores da noite.

Atuar no mercado tornou-se uma atividade secundária. Tanto é assim que viajei para Davenport, Chicago, Nova York, Londres, Paris e Bruxelas, fazendo pesquisas para o livro.

Só na biblioteca pública da Quinta Avenida, em Nova York, passei várias semanas lendo jornais das épocas nas quais a ficção transcorre.

No final de junho de 1994, arrisquei tudo que tinha no mercado futuro de café após uma geada que destruiu plantações nas regiões cafeeiras do Sul de Minas.

Dei uma das maiores tacadas de minha vida.

Como acumulara dinheiro para viver alguns anos sem trabalhar, decidi trocar os números pelas letras.

Em abril de 1995, larguei a linha de frente do mercado e passei a me dedicar única e exclusivamente a concluir o livro e a traduzi-lo para o inglês.

Texto pronto, enviei os originais para publishers e agentes literários do Brasil, Estados Unidos e Grã-Bretanha.

Só em cartuchos de impressora e remessas por Sedex, gastei uma pequena fortuna.

À toa.

Acreditem: não recebi nenhuma resposta.

Nem mesmo:

“Lemos seus originais e não temos interesse.”

”Recebemos seu livro.”

“Assim que pudermos, enviaremos uma resposta.”

Nada disso aconteceu. Os mercadores da noite (The Sunday Night Traders – na versão em inglês) não foi avaliado por ninguém.

Foi então que decidi escrever Rapina.

Submeti os originais à editora Record, que se interessou imediatamente. Num almoço ocorrido entre o Natal e o réveillon de 1995, assinei contrato com eles.

Rapina foi lançado em abril de 1996. Já saiu em primeiro lugar nas listas dos mais vendidos, listas essas nas quais permaneceu durante cinco meses.

A partir daí, foi fácil vender os direitos de publicação de Os Mercadores da Noite.

Recebi US$ 50.000,00 da BM&F para lançar uma edição de luxo, exclusiva, de mil exemplares capa dura. Ou seja, US$ 50,00 por unidade. Foram distribuídos a pessoas de interesse da Bolsa. Seis meses mais tarde, a editora Rocco publicou a versão para o público. Nos 25 anos que se seguiram, Os Mercadores... foi publicado pela Sextante, Arqueiro e finalmente Inversa.

Foi minha obra que mais vendeu, 65.017 exemplares, e continua sendo vendida até hoje. A RT Features adquiriu os direitos de filmagem. Publiquei outros 16 trabalhos literários, entre ficções e livros-reportagem.

Quando larguei a mesa de operações, prometi a mim mesmo jamais voltar a fazer investimentos de risco. Só renda fixa.

Acontece que, com as atuais taxas de juros, não dá.

Desde setembro do ano passado, passei a investir em ações e não posso me queixar dos resultados.

Tenho algumas regras que cumpro rigorosamente:

− Não ponho dinheiro em empresas das quais o governo é sócio nem naquelas cujos preços de venda de produtos e/ou serviços dependem de decisões governamentais.

− Só compro papéis de empresas sólidas e tradicionais, cascudas, que atravessaram a hiperinflação, os choques heterodoxos e outros períodos de turbulência.

− Corro apenas os riscos inerentes às Bolsas de Valores.

Bem, foi isso que fiz com meu dinheiro. Esta série dividida em três partes termina aqui. Quem sabe, minha vida de investidor ainda terá um novo capítulo, embora eu vá fazer 81 anos neste mês.

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